janeiro 2011


Esse final de semana fomos todos fazer um picnic. Não faltou Veuve Clicquot e as margens do Sena estavam lindas, apesar de ainda cinzas, é inverno, né.

Voltemos à nossa programação normal?

Por: Sole.

Música de Pink Martini para alegrar a tarde; clique na imagem para ver o clip.

Simpática

Meu quarto na forma de uma gaiola
O sol passa seu braço pela janela
Os caçadores estão na minha porta
Como pequenos soldados
Que querem me prender
Eu não quero trabalhar
Eu não quero almoçar
Eu quero só esquecer
E então eu fumo
Já conheci o perfume do amor
Um milhão de rosas não perfumariam tanto
Agora uma única flor nos meus arredores
Me deixa doente
Eu não quero trabalhar
Eu não quero almoçar
Eu quero só esquecer
E então eu fumo
Eu não tenho orgulho desta
Vida que quer me matar
É magnífico ser simpática
Mas eu não nunca soube
Eu não quero trabalhar
Não
Eu não quero almoçar
Eu quero só esquecer
E então eu fumo

Por: Agrado

Um provérbio africano conta que não devemos experimentar a profundidade de um rio com os dois pés. A cautela sempre parece a maneira mais correta e menos insana de se fazer qualquer coisa; o grande problema é que a segurança beira o comodismo. Em vários momentos das nossas vidas temos de pegar as fichas e apostar, fazer alguma escolha (nem que seja com umas doses de Martini na cabeça), ou logo teremos de deixar a mesa. Apostamos em tudo, desde uma promoção no emprego até num relacionamento sério. No meu caso decidi fazer uma aposta mais alta e com maior risco: mudar de país.

Cada um sabe bem a dor e o prazer que é ser um brasileiro. Sou muito bairrista neste ponto: acredito veemente que moro na melhor cidade do país (embora o Rio muitas vezes me encante) e acho muito chique dizer “sou brasileiro”. Não preciso depreciar meu país para validar a minha aposta.

Tudo bem, mas sair de férias e visitar outro país é bem diferente do que se mudar. Existem inúmeros fatores que um turista não precisa se preocupar como emprego ou dinheiro. Admito muitas vezes que a vontade de sair me deixou cego a ponto de não conseguir responder prontamente a questão “o que fazer?”. Decidi então no começo desse ano fazer uma aposta ainda maior: fazer outra faculdade.

Para tanto preferi adiar mais um ano a minha viagem e me preparar melhor para ter mais chances de sucesso. Estou fazendo um all in apostando tudo no que provavelmente será a maior empreitada na minha vida. Escolher o local foi só um primeiro passo (realizado há uns 6 anos pelo menos) do que se tornará uma tentativa de mudar de profissão, de mercado de trabalho e ainda de quebra sair da casa dos pais.

Pode ser que dê tudo errado e que eu me meta numa grande furada? Infelizmente pode. Espero que nesse caso eu possa voltar para a segurança que tenho hoje e com um pouco mais de experiência na vida. Mas pode ser que eu faça esta aposta com um royal straight flush em mãos. Em resumo eu tenho apenas uma única certeza; que minhas chances de ganhar serão muito menores caso eu não faça apostas e deixe a mesa.

 

Por: Agrado

Cansei desse negócio de ser jovem.

As festas são muito boas, sair e tomar porre com os amigos é muito divertido, ter o corpão no lugar ( mazomeno, né?) é legal… mas pra mim chega! Cansei das preocupações dos jovens! Somos um aglomerado das preocupações mais fúteis com as preocupações mais sérias da psique humana. Nos preocupamos com a mesma intensidade sobre a roupa que usaremos no final de semana e as dificuldades do início da vida profissional. Não sabemos exatamente quem somos e nem exatamente o que queremos. Parece-me que nós, jovens, só sabemos do que não gostamos, e isso costuma incluir quase tudo que não contenha álcool.

Até os relacionamentos passam pelas fases mais complicadas quando somos jovens! Tudo é muito mais intenso e, portanto, parece muito mais problemático. Ainda temos muito fresco na memória os filmes da Disney que assistíamos no cinema todas as férias de inverno com as coleguinhas da quarta A e, por isso, ainda temos uma visão muito conturbada, inocente e distorcida sobre sapos, príncipes encantados… e cabelos compridos, brilhantes e esvoaçantes de princesa.

Temos toda a vontade e nenhum dinheiro (e preparo) para conseguirmos nossa almejada independência dos pais. Infelizmente não somos donos do”nosso próprio nariz” “embaixo do teto” deles. Expressões essas, que nos acostumamos a ouvir na fase de transição criança/adolescente. Aliás, passamos por uma crise de identidade igual àquela. Pelo menos temos menos espinhas e já tiramos o aparelho!

Não entendo quando as tiazinhas (não falo daquela que vê ET’s) nos dizem: “Aproveita! Essa é a melhor época da vida!” Melhor época da vida? Passo.

Se até o auge sexual da mulher vem com a maturidade, fico com os porres mas dispenso todo o resto da juventude. Quero logo que chegue a fase onde tudo está resolvido! Pulo direto pra etapa onde me preocupo se o meu salário vai pagar a escola das crianças, e não quando vou conseguir meu primeiro salário. Pulo direto pra fase onde me preocupo se meu marido anda dando em cima da secretária e não em quando vou arrumar um marido. Vôo pra época em que me preocupo em quando visitarei minha mãe e não em como me livrar dela.

 

Sabe aquela história de “ela viveu feliz para sempre”? Não vejo a hora que chegue esse tal de “pra sempre”!

 

Por: Andrea Caracortada

Assim como a Caracortada, ando ocupada com os trabalhos da pós. Vou falar a verdade: essa minha pós está mais trabalhosa do que foi a faculdade. Enfim.

Vou postar só uma coletânea de coisas engraçadinhas que vi na internet nos últimos dias. Não salvei todos os créditos, se o “dono”de alguma imagem por um estranho acaso vir isso e achar ruim, é só falar que eu tiro a imagem/ boto créditos.

Mas quem faz essas coisas bonitinhas merece uma salva de palmas para Jesus por alegrar a rede! Obrigada!

Bacon faz Pole Dance com Strip Tease

Um beijo da Sole.

Estou em dívida com o blog porque estou em época final de entrega de monografia da minha pós. Sabe como é, como o Fred comentou em algum outro post, a gente faz esse tipo de coisa pra continuar se sentindo no mundo da faculdade e, principalmente, pagar meia entrada no cinema.

Mas como distração, enquanto não posso me concentrar em um post realmente decente, deixo com vocês a menina mais esperta, inteligente, fofa e carismática da história!

Cliquem para aumentar as imagens!

Espero que vocês gostem! Aliás, não importa se gostam ou não, porque como disse Júlio Cortázar: “O que eu penso da Mafalda não importa. Importante mesmo é o que a Mafalda pensa de mim.”

Por: Andrea Caracortada

Eu, particularmente, acho exótica a forma como a língua evolui. Muitas palavras acabam entrando em desuso ou mudando de significado. Quando estudamos uma língua estrangeira, por vezes acabamos resgatando esses significados na nossa própria língua. Exemplo é o verbo guardar que em português comumente é usado no sentido de possuir ou esconder (guardar numa gaveta) e em outras línguas é usado no sentindo de observar ou cuidar (garder do francês, que significa vigiar, olhar).

Boatos que existe até distúrbio psiquiátrico para pessoas que guardam muitas coisas, caso seja verdade, uns 90% da população sofre desse mal. Guardar embalagens, canetas, moedas… tudo pode ser colacionável. Eu, por exemplo, tenho desde cartões e pôsteres que meus amigos trazem de viagens até latas que serviam de embalagem.

Eu gosto de guardar as coisas não apenas para tê-las (sentido lusófono) mas para um dia, quiçá, utiliza-las como itens de decoração (sentido francófono).

De qualquer forma isso me preocupa de vez em quando, principalmente vendo minha mãe que ocupa mais da metade dos armários com coisas que ela nunca usou e duvido muito que um dia usará. É meio que um vício humano que só tem valor pro dono (a não ser que você tenha uma coleção de pedras preciosas ou vasos da dinastia ming).

Divagando sobre esse tema com uma latinha de manteiga aviação nas mãos concluo que é melhor resolver isso depois. Por enquanto ela volta para a estante, junto com a caixinha de goiabada cascão.

Por: Agrado

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