Sempre que vou me deitar com meu parceiro, a insônia, gosto de ficar imaginando situações hipotéticas. Noite passada chegou a vez da homossexualidade na terceira idade.

Claro, ser gay não é uma coisa recente ou um modismo, afinal existem boatos que a Hebe Camargo já distribuía selinhos para os brotos na sua puberdade. Porém a atitude homossexual é algo que veio dos anos 80 para cá por motivos que não vêm ao caso. Ex.: até o século passado, nenhum país permitia o casamento entre homossexuais, hoje já existem 10 paises que igualam gays e heterossexuais, isso sem contabilizar os que permitem união civil (para quem não sabe a diferença entre casamento e união civil… procure no google!).

Oquei, mas o que tudo isso significa? Significa que hoje temos uma sociedade formada por modelos familiares distintos dos que tínhamos até 30 anos atrás. É bem provável que algum de nós tenha uma tia-avó que gostava de “tomar chá” na casa da amiga, mas tudo era feito às escuras. Passava-se a vida inteira tendo uma vida aceitável para a sociedade, com marido e filhos em nome de valores que cada vez mais descobrimos serem pífios.

Quando a lei do divórcio foi aprovada em 1977 ocorreram  críticas sobre aquilo que muitos pregavam ser o fim da moral e dos bons costumes familiares. Aqui estamos hoje, mais de 30 anos depois, achando super-normal ter uma avó divorciada com os cabelos vermelhos ou um face-lift, mas ainda tendo noção do que é a “família”.

Daqui 30 anos é bem provável que encontremos senhorzinhos com uma mão no ombro do parceiro e a outra na bengala (sem trocadilhos). Certamente, neste época, ouvir um avô falar da barriga do Rodrigo Lombardi seja tão normal e entediante quanto é ouvir hoje seu avô falando das curvas da Marta Rocha.

 

Por: Agrado

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