Eu, particularmente, acho exótica a forma como a língua evolui. Muitas palavras acabam entrando em desuso ou mudando de significado. Quando estudamos uma língua estrangeira, por vezes acabamos resgatando esses significados na nossa própria língua. Exemplo é o verbo guardar que em português comumente é usado no sentido de possuir ou esconder (guardar numa gaveta) e em outras línguas é usado no sentindo de observar ou cuidar (garder do francês, que significa vigiar, olhar).

Boatos que existe até distúrbio psiquiátrico para pessoas que guardam muitas coisas, caso seja verdade, uns 90% da população sofre desse mal. Guardar embalagens, canetas, moedas… tudo pode ser colacionável. Eu, por exemplo, tenho desde cartões e pôsteres que meus amigos trazem de viagens até latas que serviam de embalagem.

Eu gosto de guardar as coisas não apenas para tê-las (sentido lusófono) mas para um dia, quiçá, utiliza-las como itens de decoração (sentido francófono).

De qualquer forma isso me preocupa de vez em quando, principalmente vendo minha mãe que ocupa mais da metade dos armários com coisas que ela nunca usou e duvido muito que um dia usará. É meio que um vício humano que só tem valor pro dono (a não ser que você tenha uma coleção de pedras preciosas ou vasos da dinastia ming).

Divagando sobre esse tema com uma latinha de manteiga aviação nas mãos concluo que é melhor resolver isso depois. Por enquanto ela volta para a estante, junto com a caixinha de goiabada cascão.

Por: Agrado

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