Cansei desse negócio de ser jovem.

As festas são muito boas, sair e tomar porre com os amigos é muito divertido, ter o corpão no lugar ( mazomeno, né?) é legal… mas pra mim chega! Cansei das preocupações dos jovens! Somos um aglomerado das preocupações mais fúteis com as preocupações mais sérias da psique humana. Nos preocupamos com a mesma intensidade sobre a roupa que usaremos no final de semana e as dificuldades do início da vida profissional. Não sabemos exatamente quem somos e nem exatamente o que queremos. Parece-me que nós, jovens, só sabemos do que não gostamos, e isso costuma incluir quase tudo que não contenha álcool.

Até os relacionamentos passam pelas fases mais complicadas quando somos jovens! Tudo é muito mais intenso e, portanto, parece muito mais problemático. Ainda temos muito fresco na memória os filmes da Disney que assistíamos no cinema todas as férias de inverno com as coleguinhas da quarta A e, por isso, ainda temos uma visão muito conturbada, inocente e distorcida sobre sapos, príncipes encantados… e cabelos compridos, brilhantes e esvoaçantes de princesa.

Temos toda a vontade e nenhum dinheiro (e preparo) para conseguirmos nossa almejada independência dos pais. Infelizmente não somos donos do”nosso próprio nariz” “embaixo do teto” deles. Expressões essas, que nos acostumamos a ouvir na fase de transição criança/adolescente. Aliás, passamos por uma crise de identidade igual àquela. Pelo menos temos menos espinhas e já tiramos o aparelho!

Não entendo quando as tiazinhas (não falo daquela que vê ET’s) nos dizem: “Aproveita! Essa é a melhor época da vida!” Melhor época da vida? Passo.

Se até o auge sexual da mulher vem com a maturidade, fico com os porres mas dispenso todo o resto da juventude. Quero logo que chegue a fase onde tudo está resolvido! Pulo direto pra etapa onde me preocupo se o meu salário vai pagar a escola das crianças, e não quando vou conseguir meu primeiro salário. Pulo direto pra fase onde me preocupo se meu marido anda dando em cima da secretária e não em quando vou arrumar um marido. Vôo pra época em que me preocupo em quando visitarei minha mãe e não em como me livrar dela.

 

Sabe aquela história de “ela viveu feliz para sempre”? Não vejo a hora que chegue esse tal de “pra sempre”!

 

Por: Andrea Caracortada

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