“Cisne Negro” (Black Swan, Darren Aronofsky 2010) estreou no Brasil sexta-feira, 04 de fevereiro.
Fui assistir ontem mesmo, sem saber muito bem o que pensar sobre o filme, já que tudo o que eu sabia sobre ele se resumia ao que eu tinha lido na crítica publicada na Veja da semana anterior e um ou outro comentário do pessoal por aí.
Pois bem.
Cheguei ao cinema atrasada, o filme já havia começado fazia uns cinco minutos. Me deparei com a fotografia escurecida e me lembrei que se tratava de um thriller psicológico, que a Veja descreveu como suspense. Não sou expert em cinema e não sei a diferença entre os dois gêneros. Tanto faz, o que interessa é fiquei apreensiva com a soma da fotografia e o semblante dos personagens. A sensação de que algo vai dar errado a qualquer momento é permanente.
Logo de cara, fiquei encantada com os brincos da Nina (Natalie Portman). Brincos de menina, é verdade: um coraçãozinho pendurado em uma argola pequena, tudo prateado.
Além desses brincos, na primeira parte do filme, ela só usa uma gargantilha, também prateada, com um pingente que não consegui distinguir, mas diria que se trata do formato de uma flor. Não encontrei foto. Mas é tudo prateado também. Nina não usa nada nos pulsos, nem nos dedos.
A mãe da Nina, Erica (Barbara Hershey), usa os mesmos tipos de joias que a filha usa nessa primeira parte: brinquinho pequeno de pendurar, gargantilha discreta.
Ainda nesta etapa do filme, na cena em que Thomas (Vincent Cassel) vai apresentar Nina como a nova bailarina principal da companhia, reparo que a produção de Beth (Winona Rider), ex-bailarina principal, destoa com a da Nina e da mãe dela. Aliás, nesta cena, Nina já surge com um par de diamantes carré nas orelhas, e, mesmo pequenos e discretos, estes brincos significam um bocado para o enredo.
Nina (de costas) e Beth.
Lily (Mila Kunis) é a antagonista da Nina. Assim como Beth, Lily tem uma produção mais ousada. Adorei os brincos que ela usa na primeira parte. Não são uó de chamativos, mas dá para perceber que se trata de algo menos conservador: mais compridos que os de Nina, dourados (não muito visível nesta foto, é um dourado mais fosco), e, sem dúvidas, sexy.
Lily também usa umas pulseiras muito lindas, nos dois pulsos. Novamente, nada exagerado, mas revela muito da personagem. Não vou colocar foto da cena em que as pulseiras aparecem bem porque seria spoiler. Ah, e é uma cena meio pornográfica. Vão imaginando…
Bom, mais que isso não posso falar porque seria estragar o filme de quem está lendo.
Divagações a parte, achei o filme uma versão feminina da metamorfose do Kafka.
Gostei muito mesmo de Cisne Negro, e gostei de analisar essa parte das joias. Tem o lance do figurino também (http://revistatpm.uol.com.br/blogs/figurination/2011/02/07/rodarte-x-amy-westcott.html), que, por sinal, achei lindo. Tem gente que escreve aqui no blog que pode falar melhor sobre essa coisa do ballet, se tá de acordo, etc… Mas eu, das profundezas do meu conhecimento leigo, gostei muito de tudo.
É isso!
Por: Sole.
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