Resolvi escrever sobre uma pequena notícia que eu li faz algum tempo dizendo que a Amazon vende mais e-books que livros. Isso, claro, iniciou uma enxurrada de afirmações, encabeçada pelos amantes de gadgets (que fazem deles uma filosofia de vida), denunciando que nossos queridos livros de papel estavam próximos do fim. Bom, sejamos cautelosos e realistas antes de sair por ai queimando bibliotecas e livrarias com o ideal que o Ipad veio pra ficar. Pensem: os livros existem a uns 2mil anos, os impressos a pelo menos 600, e agora tudo isso vai deixar de existir por conta de um aparelho de 4 anos?

A tecnologia existe para facilitar a vida das pessoas, sem contar as inúmeras vantagens que um e-Reader tem (tamanho, peso, capacidade de armazenamento, etc), mas existe um detalhe fundamental que não está sendo levado em conta: o apelo sentimental dos livros. Quem nunca sonhou em ter aquele livro da Taschen em cima da mesa da sala, ou expor uma vasta biblioteca com exemplares de arte, design, arquitetura? E aquele cheiro de impressão, em papéis colados numa capa grossa que tem inclusive uma sobrecapa para proteger. Sem mencionar que livros duram pra sempre, agora pergunte praquele seu visinho chato que já baixou toda a série do crepúsculo no Ipad onde vai estar tudo isso daqui 5 anos (se bem que eu não queria ter um livro desses na minha estante). Então, antes de decretar o fim do livro, do rádio, do LP (que por sinal, ano passado vendeu mais cópias que em 1991), ou de seja lá mais o que for, desligue toda a sua parafernália e vá ler um livro.

 

Por: Agrado

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