Design


A agência italiana H-57 publicou essas “histórias de vidas” de personagens famosos em pictogramas. Destaque para Michael Jackson e Marie Antoinette.

Por: Agrado

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Amanhã, quarta feira de cinzas aqui, e fim do Prêt à Porter lá, em Paris.

Com alguns desfiles, tanto da safra de designers nacional, quanto dos mestres da moda internacionais, fico feliz em ver que cada vez mais a moda deixa de ser vista como frivolidade e futilidade e passa a ser levada em consideração como impulso para a economia e relacionada à raízes ancestrais do homem, como um verdadeiro retrato da sociedade atual tendo em vista que as roupas não são nada menos do que a maneira com que nos posicionamos no mundo.

Com o fim das temporadas de inverno desse ano algo me fez ficar com o pé atrás nessa nova maneira mais artistica/cultural/ social de ver a moda que eu vinha acreditando.

Dsquared2, Salvatore Ferragamo, Brioni, Giorgio Armani, Gucci, Missoni (só pra citar os mais “bambambans”) usaram peles de animais nas suas criações. Acho impossível que somente os ativistas do PETA gritem e que nas primeiras filas dos desfiles só se ouçam suspiros de encantamento.

Gucci

Estamos em 2011 e acredito que não se faz nem mais necessário explicar a situação ambiental em que nos encontramos. Não sou a maior amante dos animais (NUNCA seria vegetariana, por exemplo) e nem eco-chata (admito, até, cometer muitos erros no quesito ecologia), mas para que a moda seja levada mais a sério, e com tanta tecnologia em tecidos existente hoje em dia, acho vergonhoso que mestres da moda ainda tenham que usar peles de animais, retiradas num processo cruel e desnecessário.

Não vivemos mais nas cavernas, não precisamos mais matar animais pra nos protegermos do frio! E, com certeza, os designer em questão, com o talento que tem, também não precisam matar animais pra fazer coisas incríveis como se viu nas semanas de moda essa temporada.

Se é para sermos alienados e consumirmos loucamente nos preocupando somente com a beleza e não com o resto do mundo, largo agora a minha pós, meus livros e meus estudos em moda e vou passear no shopping  no maior estilo fútil e assim recuamos anos de conquistas no campo do design…

 

P.s. Por favor, revistas, sites, jornais e afins de moda, parem de publicar reportagens sobre Color Blocking! Já entendemos!!

 

Por: Caracortada

Quando assisti ao trailer de “O ilusionista” (The Illusionist- 2010) logo imaginei que se tratava de um Bicicletas de Bellevile 2. Porém percebi que havia me enganado logo nos primeiros minutos; não pode-se negar a imensa semelhança entre os personagens e os cenários, mas a semelhança acaba por ai. Baseado numa carta de Jacques Tati à sua filha, o protagonista (o mágico) tem todos os trejeitos do personagem de Tati no filme “Meu tio” (Mon Oncle– 1956). Mas é possível perceber que enquanto “Meu tio” analisa o futuro com uma ótica antiga, “O Ilusionista” faz isto numa maneira bastante nostálgica com o passado. Em 1956, a Europa estava passando por uma fase pós-guerra, em que cidades eram reconstruídas do zero; a palavra de ordem era produzir, visando algo mais moderno, mais arrojado e mais tecnológico. Hoje, mais de 50 anos depois, passamos por várias revoluções, inúmeras crises e percebemos que nada dura pra sempre: nem o sonho. O moderno tornou-se vintage, as pernas palitos hoje reinam em releituras dos anos 60 e finalmente notamos que o futuro não é afinal tão “futuro” como imagina a irmã de Tati na sua “Vila Arpel”. “O Ilusionista” retrata, na pele de um mágico não muito bem-sucedido, exatamente essa percepção contemporânea de que sonhos desaparecem, sempre dão lugar a uma realidade e que somos obrigados a nos acostumar com ela. Contudo evidencia que nem tudo está perdido, que um coelho neurótico pode encontrar a felicidade nos montes e que a menina desiludida com o bilhete “Magicians do not exist” ainda pode ser feliz com o seu amor.

Por: Agrado

Completando o grande assunto do nobre Agrado, coloco aqui uns desenhos que vi hoje mesmos feitos nos belos Moleskines (pelo Design on the rocks). Porque o que importa mesmo é o conteúdo! =P
Manu.

Resolvi escrever hoje sobre o famoso Moleskine. Caso você não saiba o que vem a ser um Moleskine, pas de problème!. Eu mesmo só descobri o que é um há mais ou menos um ano… tempo suficiente para me apaixonar por eles. Moleskine é a Birkin dos cadernos de notas mas, com certeza, bem mais acessíveis que as bolsas de barriga de crocodilo. Reza a lenda que esse caderninho começou a ser fabricado por uma pequena gráfica que abastecia as papelarias de Paris no final do século retrasado. Pretinho e retangular, feito para caber num bolso, ele era utilizado por artistas desde Picasso até Van Gogh. Foi Bruce Chatwin (escritor inglês) quem nomeou o caderninho que teve sua produção encerrada em 1986. A pedidos de vários artistas, uma empresa milanesa retomou a fabricação deles. Segundo a empresa, um Moleskine serve, antes de tudo, para “registrar a realidade em movimento, captar detalhes e anota-los em experiências únicas; acumulando idéias e emoções que vão liberando sua carga ao longo do tempo”. Assim como as Birkins os Moleskines são amplamente copiados, inclusive pela Tok & Stok e a Fnac! Mas o que o difere dos outros é a sua montagem manual, seu papel interno de alta gramatura, um fecho elástico e os dizeres “Em caso de perda, favor devolver para: … Terá a recompensa de: $…” escritos na primeira página. Moleskine apresenta-se em formato desenho, pintura, anotações, agenda, guia turístico, álbum de fotos, etc. Dá para compra-los pelo site da Moleskine, pela Amazon.com ou aqui em Curitiba mesmo, em boas papelarias.

Por: Agrado.

Por: Agrado

Na faculdade aprendemos projeto, desenho geométrico, teoria das cores e até antropologia, mas o principal, de como ganhar dinheiro, ninguém se deu o trabalho de ensinar.

Temos tempo, força de vontade e idéias maravilhosas. Misturamos tudo, colocamos pra assar e voilá, criamos uma masterpiece! Mas e agora?! No final das contas, quem vai achar lindo e mostrar pra todo mundo vai ser a sua mãe, e depois de um tempo sua bela masterpiece vai ficar no armário até ficar velha o suficiente para sua mãe dar para a vizinha.

Então para simplificar tudo, a grande força de vontade agora seria me jogar numa cadeira destas e ficar por um bom tempo…

Por: Manuela

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