Frivolidades


Por: Agrado

O Les Trois Accords é uma das primeiras bandas canadenses que eu conheci. Longe de qualquer lógica ou engajamento político, as letras do grupo quase sempre carecem de um sentido. Musicalmente a banda tem traços de punk francês, o que traz para as suas músicas uma experiência bastante interessante. Resolvi postar Saskatchewan do álbum Gros Mammouth. Apesar de eu não gostar muito do clipe, é uma canção com apelo humorístico mais forte, forçando um sotaque mais interiorano, contando a história de um caubói da província de Saskatchewan (uma província grande, deserta, sem muitos atrativos além das plantações de trigo, situada no meio do Canadá) que perdeu sua mulher para um cara da “cidade grande”.

 

Saskatchewan
 
 
 
Uma bela manhã
Eu parti ao longe
Levar meu rebanho
Para Ontário;
Eu deixei minha mulher
Em Saskatchewan
Eu eu a disse que logo
Você vai ver um chapéu;
Vai ser o meu
Eu vou estar na beira do caminho
E você vai dizer veja lá meu marido
Que chega do pasto;
Mas no meu retorno
Meu belo amor
Me deixou
Por um cara de Regina;
Eu peguei meu chapéu
Depois meu laço
E vou afogar as minhas mágoas
No bar da baixada;
Saskatchewan
Você pegou minha mulher
Ela me ferrou
Por um cara de Regina;
Saskatchewan
Você pegou minha mulher
Desde que ela partiu
Eu sou um cara perdido;
Saskatchewan
Você pegou minha mulher
Meu cavalo não fala mais comigo
Minhas vacas me dizem ‘tu’;
Saskatchewan
Você pegou minha mulher
Eu vou pegar meu laço
E vou te ferrar;
Saskatchewan
Você pegou minha mulher.

 

Por: Agrado

Resolvi escrever sobre uma pequena notícia que eu li faz algum tempo dizendo que a Amazon vende mais e-books que livros. Isso, claro, iniciou uma enxurrada de afirmações, encabeçada pelos amantes de gadgets (que fazem deles uma filosofia de vida), denunciando que nossos queridos livros de papel estavam próximos do fim. Bom, sejamos cautelosos e realistas antes de sair por ai queimando bibliotecas e livrarias com o ideal que o Ipad veio pra ficar. Pensem: os livros existem a uns 2mil anos, os impressos a pelo menos 600, e agora tudo isso vai deixar de existir por conta de um aparelho de 4 anos?

A tecnologia existe para facilitar a vida das pessoas, sem contar as inúmeras vantagens que um e-Reader tem (tamanho, peso, capacidade de armazenamento, etc), mas existe um detalhe fundamental que não está sendo levado em conta: o apelo sentimental dos livros. Quem nunca sonhou em ter aquele livro da Taschen em cima da mesa da sala, ou expor uma vasta biblioteca com exemplares de arte, design, arquitetura? E aquele cheiro de impressão, em papéis colados numa capa grossa que tem inclusive uma sobrecapa para proteger. Sem mencionar que livros duram pra sempre, agora pergunte praquele seu visinho chato que já baixou toda a série do crepúsculo no Ipad onde vai estar tudo isso daqui 5 anos (se bem que eu não queria ter um livro desses na minha estante). Então, antes de decretar o fim do livro, do rádio, do LP (que por sinal, ano passado vendeu mais cópias que em 1991), ou de seja lá mais o que for, desligue toda a sua parafernália e vá ler um livro.

 

Por: Agrado

A agência italiana H-57 publicou essas “histórias de vidas” de personagens famosos em pictogramas. Destaque para Michael Jackson e Marie Antoinette.

Por: Agrado

Odete Roitman:

Após um tenebroso inverno de monografias (porque o sonho de tomar meus bons drink na margem do Sena ainda não acabou) e constatando que tem bastante gente que visita (será que o contador está certo?) resolvi publicar algo diferente neste verão. Nada mais condizente com o tema do post (Sena e ressurreição) que a nossa ilustríssima personagem Odete Roitman. Para quem não se lembra, a personagem interpretada por Beatriz Segal na novela Vale Tudo foi uma das vilãs mais memoráveis da teledramaturgia brasileira. Dona de um humor ácido e de uma sofisticação exemplar, ela adorava insultar o Brasil e seus habitantes. Mas, o que ela gostava mesmo era de uma boa… baixaria. Para completar, selecionei as melhores frases da vilã:

 

“Às vezes eu tenho a sensação que as pessoas não viajam, não aprendem, não vão à Paris. Aliás, não vão nem a Buenos Aires.”

 

“E eu que pensei que alguma coisa tinha mudado nesse país. Foi só botar o pé aqui que você começa a sentir esse calor horroroso, uma gente horrível no caminho, gente feia esperando ônibus caquéticos no ponto.”

 

“Roma é a cidade eterna, mas eu continuo preferindo Paris. Aliás, Paris é minha pátria, assim como é de todas as pessoas civilizadas.”

 

“Você acha que eu vou pegá-los no aeroporto? Eu acho a coisa mais jeca dar plantão em aeroporto. Eles até colocaram vidro para as pessoas não verem quem está chegando, mas mesmo assim as pessoas colocam o nariz no vidro, penduram criancinha pra dar ‘tchau’. Eu vou mandar o chofer.”

 

“Nosso jantar é muito simplesinho. O primeiro prato é de uma simplicidade franciscana. Temos uma lagostazinha.”

 

“Chinelo, chinelo… Que palavra horrível! Português é uma língua tão chinfrim.”

 

“O Brasil é um país de jecas. Ninguém aqui sabe usar talher de peixe.”

 

Por: Agrado

1. Quem não tá na fossa, inventa. É só escutar o Nando Reis:

2. Quem não tá com fome, ou quem tá de dieta, inventa que tem lombrigas ou inventa que é magro:

(Juro que queria colocar umas fotos de espeto de picanha, uma costelona, um frango bem frito… Mas as fotos dessas comidas parecem pornochanchada! Fiquei com vergonha.)

 

Ah, é só isso!

Mil beijos,

Sole.

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