Moda


Por: Andrea Caracortada

The Man Repeller: Essa menina foi colega da Manu na Parsons em NY.

Acho super legal a comparação que ela faz, com uma peça de roupa chave, ao final de cada post: um look é como os homens gostam de ver uma mulher vestida e o outro é como uma fashionista se montaria.

Um exemplo legal é o dia que ela brincou com Color Blocking:

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Ainda não li o blog o suficiente, mas meu palpite é de que ele é uma enorme ironia à forma careta que os homens normalmente vêem uma mulher que curte um pouco de diversão e libera a criatividade na hora de se vestir.

Eu, normalmente, sou bem básica e até chata, não misturo muitas coisas nem sou minimamente ousada. Acho que é um pouco cultural, aqui no Brasil é raro ver gente “espalhafatosa” pelas ruas. Gostaria de mudar um pouco isso, e me divertir pra valer nas minhas produções :)

Sole.

Amanhã, quarta feira de cinzas aqui, e fim do Prêt à Porter lá, em Paris.

Com alguns desfiles, tanto da safra de designers nacional, quanto dos mestres da moda internacionais, fico feliz em ver que cada vez mais a moda deixa de ser vista como frivolidade e futilidade e passa a ser levada em consideração como impulso para a economia e relacionada à raízes ancestrais do homem, como um verdadeiro retrato da sociedade atual tendo em vista que as roupas não são nada menos do que a maneira com que nos posicionamos no mundo.

Com o fim das temporadas de inverno desse ano algo me fez ficar com o pé atrás nessa nova maneira mais artistica/cultural/ social de ver a moda que eu vinha acreditando.

Dsquared2, Salvatore Ferragamo, Brioni, Giorgio Armani, Gucci, Missoni (só pra citar os mais “bambambans”) usaram peles de animais nas suas criações. Acho impossível que somente os ativistas do PETA gritem e que nas primeiras filas dos desfiles só se ouçam suspiros de encantamento.

Gucci

Estamos em 2011 e acredito que não se faz nem mais necessário explicar a situação ambiental em que nos encontramos. Não sou a maior amante dos animais (NUNCA seria vegetariana, por exemplo) e nem eco-chata (admito, até, cometer muitos erros no quesito ecologia), mas para que a moda seja levada mais a sério, e com tanta tecnologia em tecidos existente hoje em dia, acho vergonhoso que mestres da moda ainda tenham que usar peles de animais, retiradas num processo cruel e desnecessário.

Não vivemos mais nas cavernas, não precisamos mais matar animais pra nos protegermos do frio! E, com certeza, os designer em questão, com o talento que tem, também não precisam matar animais pra fazer coisas incríveis como se viu nas semanas de moda essa temporada.

Se é para sermos alienados e consumirmos loucamente nos preocupando somente com a beleza e não com o resto do mundo, largo agora a minha pós, meus livros e meus estudos em moda e vou passear no shopping  no maior estilo fútil e assim recuamos anos de conquistas no campo do design…

 

P.s. Por favor, revistas, sites, jornais e afins de moda, parem de publicar reportagens sobre Color Blocking! Já entendemos!!

 

Por: Caracortada

“Cisne Negro” (Black Swan, Darren Aronofsky 2010) estreou no Brasil sexta-feira, 04 de fevereiro.
Fui assistir ontem mesmo, sem saber muito bem o que pensar sobre o filme, já que tudo o que eu sabia sobre ele se resumia ao que eu tinha lido na crítica publicada na Veja da semana anterior e um ou outro comentário do pessoal por aí.
Pois bem.
Cheguei ao cinema atrasada, o filme já havia começado fazia uns cinco minutos. Me deparei com a fotografia escurecida e me lembrei que se tratava de um thriller psicológico, que a Veja descreveu como suspense. Não sou expert em cinema e não sei a diferença entre os dois gêneros. Tanto faz, o que interessa é fiquei apreensiva com a soma da fotografia e o semblante dos personagens. A sensação de que algo vai dar errado a qualquer momento é permanente.
Logo de cara, fiquei encantada com os brincos da Nina (Natalie Portman). Brincos de menina, é verdade: um coraçãozinho pendurado em uma argola pequena, tudo prateado.
Além desses brincos, na primeira parte do filme, ela só usa uma gargantilha, também prateada, com um pingente que não consegui distinguir, mas diria que se trata do formato de uma flor. Não encontrei foto. Mas é tudo prateado também. Nina não usa nada nos pulsos, nem nos dedos.
A mãe da Nina, Erica (Barbara Hershey), usa os mesmos tipos de joias que a filha usa nessa primeira parte: brinquinho pequeno de pendurar, gargantilha discreta.
Ainda nesta etapa do filme, na cena em que Thomas (Vincent Cassel) vai apresentar Nina como a nova bailarina principal da companhia, reparo que a produção de Beth (Winona Rider), ex-bailarina principal, destoa com a da Nina e da mãe dela. Aliás, nesta cena, Nina já surge com um par de diamantes carré nas orelhas, e, mesmo pequenos e discretos, estes brincos significam um bocado para o enredo.
Nina (de costas) e Beth.
Lily (Mila Kunis) é a antagonista da Nina. Assim como Beth, Lily tem uma produção mais ousada. Adorei os brincos que ela usa na primeira parte. Não são uó de chamativos, mas dá para perceber que se trata de algo menos conservador: mais compridos que os de Nina, dourados (não muito visível nesta foto, é um dourado mais fosco), e, sem dúvidas, sexy.
Lily também usa umas pulseiras muito lindas, nos dois pulsos. Novamente, nada exagerado, mas revela muito da personagem. Não vou colocar foto da cena em que as pulseiras aparecem bem porque seria spoiler. Ah, e é uma cena meio pornográfica. Vão imaginando…
Bom, mais que isso não posso falar porque seria estragar o filme de quem está lendo.
Divagações a parte, achei o filme uma versão feminina da metamorfose do Kafka.
Gostei muito mesmo de Cisne Negro, e gostei de analisar essa parte das joias. Tem o lance do figurino também (http://revistatpm.uol.com.br/blogs/figurination/2011/02/07/rodarte-x-amy-westcott.html), que, por sinal, achei lindo. Tem gente que escreve aqui no blog que pode falar melhor sobre essa coisa do ballet, se tá de acordo, etc… Mas eu, das profundezas do meu conhecimento leigo, gostei muito de tudo.
É isso!
Por: Sole.

Cantão: adorei os vestidos longos cinzas (jura?) com a barra de lã molhada colorida e xadrez azul.

Francesca Romana Diana: as peças da FRD não combinam muito comigo, já que são pra mulheres mais… mulheronas, poderosas. E sejamos francos, de poderosa eu não tenho nada!!! Mas enfim, compraria várias coisas do mesmo jeito só por causa de uma queridona que trabalha lá (nem todos os designer são fracassados, né!)!

Redley: não sou exatamente o público alvo da Redley, uma coisa assim meio… esportiva. Mas gostei das regatas de malha fininha quase transparentes.

Coca Cola Clothing: próóóóximo!!!

Espaço Fashion: apesar de ser uma marca pela qual eu tenho certa simpatia… próóóóximo!!!

New Order: a bolsa em forma de porta binóculos!

Nica Kessler: vestido cinza de anquinhas.

OEstudio: os modelos!! UAU!!! macacão cinza e as blusas que parecem manchadas de preto.

Né??!!

 

Andrea Marques: o sapato vermelho! Mesmo ele sendo meio complicado de andar, já que até as modelos estavam com dificuldade…

Lucas Nascimento: apesar do foco da coleção ser os tricots estruturados, gostei dos bem fininhos!

Ausländer: com certeza a camiseta que diz: “I wear heels bigger than your dick”

Pronto, acabou!

Mas convenhamos… que Fashion Rio mais fraquinho, heim??

Por: Andrea Caracortada

Sempre acompanho as semanas de moda na primeira fila. Primeira fila do sofá de casa, porque, meu bem, eu não sou ninguém. Mas, como sonhar é de graça (pelo menos isso), eu fiz uma listinha do que eu compraria, caso eu fosse alguém, das marcas desfiladas nesse Fashion Rio que encerrou ontem.

Deixando claro que essa não é um analise crítica ou bem feita sobre os desfiles e as criações, é apenas um gosto pessoal pontuando as peças que eu compraria se tivesse sido adotada pela Angelina Jolie.

Alessa: os óculos de gatinha, com certeza! E a blusa canguru de renda.

Filhas de Gaia: os sapatos oxford (claro!) preto e branco, o vestido longo de uma manga e principalmente as cinta ligas masculinas. Eu acho o máximo cinta ligas masculinas!! Sabia que um dia fariam isso para mulheres! É a peça mais engraçada e divertida do mundo!

 

Oxford e cinta liga masculina das Filhas de Gaia

Melk Z-Da: desculpa, mas não entendi o volume das mangas que deixaram as modelos com cara de bombados de academia, e nem as peças feitas de cabelo de Barbie paraguaia.

Oi???

Patachou: o cardigã azul marinho.

Aquastudio: as texturas me lembram a versão bem sucedida de um trabalho meu (e de Huma Rojo) na faculdade. Mas compraria o vestido cinza de manguinhas bufantes.

Maria Bonita Extra: o desfile mais lindo da semana toda!!! Inspirado no mundo do ballet e dos ensaios, nem preciso dizer que usaria tudo, né? Me apaixonei pelo oxford (lógico!) caramelo e pelas sapatilhas com fitas que lembram as sapatilhas de verdade. Compraria tudo!!!

Ballet lindo na Maria Bonita Extra

Coven: o vestido de lã bordado no decote e o vestido offwhite de lã e mangas longas.

Giulia Borges: o vestido amarelo de botões gigante e estilo sessentinha.

British Colony: as malhas listradas.

Walter Rodrigues: todas as calças de alfaiataria!!!

Têca: o wrap dress de cetim e os brincos de xícaras! Nunca iria usar, mas amei! E como eu estou fazendo a rica posso comprar e não usar!

Totem: macaquinho de lurex prateado! Lurex me lembra a Sônia Braga. Só pra mim?

Printing: as luxas amarelas, com certeza!!! E qualquer coisa em azul porque o azul usado na coleção tá lindo!!

TNG: o Gianecchini. A capa cinza de lã tecida e os oxfords (jura?).

Deixo o resto pra amanhã pra não cansar!

Por: Andrea Caracortada