Música


O Les Trois Accords é uma das primeiras bandas canadenses que eu conheci. Longe de qualquer lógica ou engajamento político, as letras do grupo quase sempre carecem de um sentido. Musicalmente a banda tem traços de punk francês, o que traz para as suas músicas uma experiência bastante interessante. Resolvi postar Saskatchewan do álbum Gros Mammouth. Apesar de eu não gostar muito do clipe, é uma canção com apelo humorístico mais forte, forçando um sotaque mais interiorano, contando a história de um caubói da província de Saskatchewan (uma província grande, deserta, sem muitos atrativos além das plantações de trigo, situada no meio do Canadá) que perdeu sua mulher para um cara da “cidade grande”.

 

Saskatchewan
 
 
 
Uma bela manhã
Eu parti ao longe
Levar meu rebanho
Para Ontário;
Eu deixei minha mulher
Em Saskatchewan
Eu eu a disse que logo
Você vai ver um chapéu;
Vai ser o meu
Eu vou estar na beira do caminho
E você vai dizer veja lá meu marido
Que chega do pasto;
Mas no meu retorno
Meu belo amor
Me deixou
Por um cara de Regina;
Eu peguei meu chapéu
Depois meu laço
E vou afogar as minhas mágoas
No bar da baixada;
Saskatchewan
Você pegou minha mulher
Ela me ferrou
Por um cara de Regina;
Saskatchewan
Você pegou minha mulher
Desde que ela partiu
Eu sou um cara perdido;
Saskatchewan
Você pegou minha mulher
Meu cavalo não fala mais comigo
Minhas vacas me dizem ‘tu’;
Saskatchewan
Você pegou minha mulher
Eu vou pegar meu laço
E vou te ferrar;
Saskatchewan
Você pegou minha mulher.

 

Por: Agrado

Atualizando o blog para não começar a criar teia de aranha. Sei que amor parece um tema um pouco fora de moda no nosso círculo, com exceção de alguém que está amando… Enfim, encontrei no facebook velho de guerra esse link e me surpreendi com a música. Ela conta a história da origem do amor. Me lembro de tê-la ouvido no ensino médio ainda, numa aula de filosofia, mas não sabia direito o contexto. O clip na verdade é o trecho de um musical chamado Hedwig and the Angry Inch (2001), nunca o vi, mas já está na lista de próximos filmes a serem vistos. Segue o link, espero que agrade:

Abraços

Por: Agrado

Estava procurando algo legal pra colocar aqui faz algum tempo, mas não achei nada. Ao contrário da Beyonce, o Jackson, a Filomena e a Julieta não são tão divertidos e não fazem novos amigos.

Enfim, resolvi colocar um link das Five Seconds Of Every #1 Pop Single . As músicas estão divididas em 2 partes, tudo tem mais de 1 hora!

Pra quem não se irrita das músicas ficarem mudando toda hora é bem legal… já relembrei horrores…

Parte 1

Parte 2

Bjs, Manu.

Link.

Vou postar hoje uma das melhores bandas que eu conheci nos últimos tempos. Chama-se Cœur de Pirate e a vocalista leva o nome Béatrice Martin, que a pesar de ser canadense, não é nada parecida com a Celine Dion ou com a Avril Lavigne. As canções são sempre doces mas passam longe da Malu Magalhães porque: 1- ela canta músicas na sua língua materna; 2- ela não inventa palavras como “tchubaruba” e 3- ela não fala como uma criança de 5 anos. O nome da música é “Comme des enfants” (clique na foto para ver o clipe) e eu não vou traduzir a letra porque estou com preguiça.

Por: Agrado

A pedidos da crítica especializada, mais uma chanson. E essa é de raiz mesmo, Fransoise Hardy, a namoradinha da França, a Elis Regina da terra dos francos que ainda permanece viva porque sabe usar drogas da maneira correta. A música chama-se Comment te dire adieu (Como te dizer adeus) e eu a descobri, adivinhe, vendo a novela das 9h. Para ouvir a música vocês já sabem, é só clicar na foto!

Como te dizer adeus

Sob nenhum pretexto,
eu não quero
ter reflexos
infelizes;
É preciso que você e explique,
um pouco melhor
como te dizer adeus.
Meu coração de sílex
pega fogo rápido,
seu coração de pyrex
resiste ao fogo.
Eu sou bem perplexo,
eu não quero
me resolver nos adeuses.
Eu sei bem que um ex amor não tem chance, ou muito pouco
mas para mim uma explicação seria melhor.
Sob nenhum pretexto,
eu não quero
frente à você super-expor meus olhos;
Atrás de um kleenex
eu saberia melhor
como te dizer adeus
como te dizer adeus.
Você colocou no índice nossas noites brancas,
nossas manhãs cinza-azuis,
mas para mim uma explicação seria melhor.
Sob nenhum pretexto,
eu não quero
frente à você super-expor meus olhos;
Atrás de um kleenex
eu saberia melhor
como te dizer adeus
como te dizer adeus
como te dizer adeus.

Por: Agrado

Uma música para alegrar essa tarde de quinta. Chama-se À l’enfant que jaurais (Ao filho que eu terei) e é do grupo canadense Okoumé. Abaixo a letra traduzida por esse que vos fala; para ouvir a música clique na imagem do álbum (desculpem o vídeo tosco no youtube, mas não achei a música em nenhum outro lugar)

Ao filho que eu terei

Eu te escrevo algumas frases para você, o filho que eu terei
Sei que isto é bizarro mas eu gosto de te contar
Porque quando você estiver aqui talvez eu não tenha a coragem
De te contar a vida como faria um velho sábio;
Chegando ao mundo você será frágil e pequeno
Boa parte do seu tempo você passará na cama
Você vai mamar na sua mãe e dar alguns arrotos
Colocar seu pé em tudo e depois cair num jornal;
Mas um dia você não vai me querer mais tanto
Será preciso que você vá à escola com os outros coleguinhas
Você gritará nomes, esticarão seus suspensórios
E sempre haverá um idiota para quebrar seus brinquedos;
No colegial eu te juro que não será melhor
Você fará várias idiotices para imitar os mais velhos
Entrará de quatro às três da manhã
Porque fumou haxixe com seus amiguinhos;
Trará uma garota todas as noites aqui em casa
Me dizendo para parar com meus grandes sermões
Você vai crer ser super-cool porque pode me desafiar
Se levantará todas as manhãs com ar de besta;
Mas quando decidir de partir daqui
Você verá correr uma lágrima sobre minha face
Pense bem, meu garotinho, é preciso sempre ser honesto
Viver com remorsos não é uma coisa boa;
Não hesite de telefonar, várias vezes por semana
Se você precisar de dinheiro ou se estiver triste
Vamos beber uma cerveja, eu te cantarei a música
Que escrevi quando esqueci de colocar uma camisinha.

Por: Agrado

Numa dessas idas e vindas da praia, subi a serra dando carona pra Crica*, minha priminha de 7 anos.

Ela é uma criança muito atenta e, para eu não dormir no volante, ficou me contando que, na Índia, eles acreditam que “o Deus mora embaixo” (palavras dela), e que é muito triste porque lá eles não tem o que comer. Contou também do primeiro namoradinho: ele resolveu namorar com ela porque acha ela uma garota esperta. Eu acho que esse é um dos melhores elogios que se pode ouvir, de quem quer que seja :)

Certo momento, quando se viu desesperada porque seu repertório de histórias estava acabando, Crica resolveu cantar uma musica:

Não atirei o pau no gato
Porque isso
Não se faz
O gatinho
É nosso amigo
Não devemos maltratar
Os Animais
Miau!!!

Ai, que tédio. Parece que hoje em dia as crianças estão tão enlouquiçadas que uma simples musiquinha, a versão original (Aaaaaatirei o pau no gato, mas o gato não morreu), vai botar ideia errada na cabeça delas e elas vão sair dando paulada em todos os gatos por aí. Daí inventaram esse treco politicamente correto. Não que seja bonito maltratar os animais, mas poxa, na escola as crianças cantam isso, e, domingo, no Faustão, às 5h da tarde, elas aprendem a cantar a Fugidinha.

Sei lá, espero que todos os responsáveis pela educação de uma criança ensinem a ver o que é certo e o que é errado sem precisar privar da parte divertida da vida.

Certo que vou ensinar meus filhos a cantar Atirei o pau no gato direito. E vou incentivá-los a ensinar para todos os amiguinhos também. E coitado do primeiro que resolver atirar o pau no gato de verdade.

 

 

Por: Sole.

 

 

*Crica é um nome fictício para preservar a privacidade da autora e sua prima.

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