Por indicação da minha queridíssima amiga Andrea Caracortada, assisti essa semana Toast (2011), ainda sem previsão de lançamento aqui no Brasil. Me abstendo de qualquer comentário técnico sobre o filme, bem porque tem gente que faz isso muito melhor que eu, posso dizer que é simplesmente encantador. Eu, particularmente, achei a estória muito cativante, bem suave, mesclando detalhes da vida dos personagens com a gastronomia.

A película é baseada no livro autobiográfico de Nigel Slater “Toast: the story of a boy’s hunger” e narra a sua infância e juventude, a descoberta da sua própria sexualidade e por conseqüência a conturbada relação com seu pai e posteriormente com sua madrasta. Toda essa trama me trouxe uma certa nostalgia, me lembrando dos tarte tatins e das clássicas preparações –coque au vin, canard à l’orange, … – que a patroa de Nigel descongela na panela.

Toda essa overdose gastronômica ilustra quanto a comida está presente em nossas vidas e como ela é tão importante quanto a relação com os nossos pais. O autor evidencia isto por meio de dois pratos: a torrada e o merengue de limão; o primeiro seria uma alusão à sua própria mãe, uma mulher que não sabia cozinhar, que só preparava enlatados, mas que tinha uma simplicidade extremamente saborosa; o segundo, representa a doméstica fogosa, que conquista seu pai pelo estômago e que é tão complexa e elaborada quanto sua receita de merengue surpreendentemente leve.

Vale a pena assistir para lembrar que muito além assados bem feitos e tortas decoradas, a vida é feita de simples sabores, que relembram nossa infância e que nos trazem novamente aquela incrível sensação dos pratos da vó. Parafraseando Nigel “Não importa quão ruim fiquem as coisas, é impossível não amar a pessoa que fez torradas para você. Depois de morder aquela superfície crocante e a massa suave que fica por baixo, saboreando a manteiga quente e salgada, você está perdido para sempre.”

Por: Agrado

Odete Roitman:

Após um tenebroso inverno de monografias (porque o sonho de tomar meus bons drink na margem do Sena ainda não acabou) e constatando que tem bastante gente que visita (será que o contador está certo?) resolvi publicar algo diferente neste verão. Nada mais condizente com o tema do post (Sena e ressurreição) que a nossa ilustríssima personagem Odete Roitman. Para quem não se lembra, a personagem interpretada por Beatriz Segal na novela Vale Tudo foi uma das vilãs mais memoráveis da teledramaturgia brasileira. Dona de um humor ácido e de uma sofisticação exemplar, ela adorava insultar o Brasil e seus habitantes. Mas, o que ela gostava mesmo era de uma boa… baixaria. Para completar, selecionei as melhores frases da vilã:

 

“Às vezes eu tenho a sensação que as pessoas não viajam, não aprendem, não vão à Paris. Aliás, não vão nem a Buenos Aires.”

 

“E eu que pensei que alguma coisa tinha mudado nesse país. Foi só botar o pé aqui que você começa a sentir esse calor horroroso, uma gente horrível no caminho, gente feia esperando ônibus caquéticos no ponto.”

 

“Roma é a cidade eterna, mas eu continuo preferindo Paris. Aliás, Paris é minha pátria, assim como é de todas as pessoas civilizadas.”

 

“Você acha que eu vou pegá-los no aeroporto? Eu acho a coisa mais jeca dar plantão em aeroporto. Eles até colocaram vidro para as pessoas não verem quem está chegando, mas mesmo assim as pessoas colocam o nariz no vidro, penduram criancinha pra dar ‘tchau’. Eu vou mandar o chofer.”

 

“Nosso jantar é muito simplesinho. O primeiro prato é de uma simplicidade franciscana. Temos uma lagostazinha.”

 

“Chinelo, chinelo… Que palavra horrível! Português é uma língua tão chinfrim.”

 

“O Brasil é um país de jecas. Ninguém aqui sabe usar talher de peixe.”

 

Por: Agrado

Somewhere in canada

Por: Agrado

Atualizando o blog para não começar a criar teia de aranha. Sei que amor parece um tema um pouco fora de moda no nosso círculo, com exceção de alguém que está amando… Enfim, encontrei no facebook velho de guerra esse link e me surpreendi com a música. Ela conta a história da origem do amor. Me lembro de tê-la ouvido no ensino médio ainda, numa aula de filosofia, mas não sabia direito o contexto. O clip na verdade é o trecho de um musical chamado Hedwig and the Angry Inch (2001), nunca o vi, mas já está na lista de próximos filmes a serem vistos. Segue o link, espero que agrade:

Abraços

Por: Agrado

1. Quem não tá na fossa, inventa. É só escutar o Nando Reis:

2. Quem não tá com fome, ou quem tá de dieta, inventa que tem lombrigas ou inventa que é magro:

(Juro que queria colocar umas fotos de espeto de picanha, uma costelona, um frango bem frito… Mas as fotos dessas comidas parecem pornochanchada! Fiquei com vergonha.)

 

Ah, é só isso!

Mil beijos,

Sole.

Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, o governo britânico criou um cartaz com intuito de acalmar a população em relação a guerra que começava e às invasões iminentes. O cartaz em questão nunca foi usado e nem foi muito conhecido…

… até hoje.

Por algum motivo, os dizeres do antigo cartaz britânico anda se disseminando por aí em diferentes e divertidas versões. Virou uma espécie de peça cool de design e até marca que você pode comprar aqui!

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Por: Caracortada